sábado, 26 de março de 2011

frases que, de alguma maneira, me marcaram

"When you call my name, it's like a little prayer".
Primeira música que eu aprendi em inglês. Ok, a primeira mesmo foi Hop, Little Rabbit! mas prefiro não contabilizar essa.

"Até onde o corpo aguenta, somos humanos. Depois disso, somos Bombeiros".
No muro de um quartel no Rio de Janeiro. Apesar de um pouco pretensioso, me fez refleti sobre como a gente tira uma força que vem do nada em situações extremas. Para mim, esta força é manifestação de Deus.

"Corre, ele derrubou a acha"!
Quando eu tinha  4 anos, em Pedro Canário. O chiqueiro era na divisa da cerca. O porco cansou do quadradinho dele e quis conhecer o meu quintal. Duplo aprendizado: acha era o tronquinho cortado que compunha a cerca; porco corre um bocado.

"Você vai ser a Princesa, porque a mãe dela trabalha no clube e colocou os votos à venda na portaria".
Na festa junina da escola, na 2ª série (correspondente ao 3º ano fundamental) tínhamos que "vender votos" para eleger a Rainha e a Princesa do Arraial. Dai a professora me explicou porque a Rainha tinha vendido unas 3 vezes mais votos que eu. Aprendi cedo que a corrupção afeta inocentes.

"Prometo dignificar minha profissão consciente de minhas responsabilidades legais, observar o código de ética objetivando o aperfeiçoamento da ciência da administração, o desenvolvimento das instituições e a grandeza do homem e da pátria".
Juramento do Administrador. Enfim, graduada.

"Amiga, eu tô grávida".
Ouvi das minhas duas melhores amigas, minhas irmãs, minhas parceiras.

"Amiga, eu tô grávida. De novo".
Das mesmas duas!!

"A sua ligação é muito importante para nós. Por favor, não desligue".
Quem foi que inventou isso, na boa?

Eu pergunto, brincando: "Irmão, às vezes, eu sou meio desajeitada. Promete que não vai deixar de me amar"?
Ele responde, sério, em tom compreensivo: "Isso nunca vai acontecer".
Irmão Precioso, mais uma vez, me fazendo chorar de tanto amor.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Meta atingida? Sim, com louvor.

Quando fiz 26 anos, comecei a mapear (mentalmente) as minhas conquistas. As materiais, especificamente. Algo parecido com uma crise dos 30, só que precoce.

Percebi que não tinha conquistado - ou comprado - nada daquilo que achei que fosse ter quando chegasse naquela idade. Senti-me preenchida por um enorme sentimento de vazio e incompetência. Vários colegas com quem havia estudado já tinham seus carros, ou seus apartamentos. Podiam até não ser quitados, mas conseguiam pagar em dia suas prestações e mais: conseguiram ter aprovados os respectivos financiamentos. E eu? Nada. Nem tentar o financiamento, porque já me frustrava nas simulações.

Dai percebi também que estes mesmo colegas não precisavam contribuir com um centavo em casa. Que o salário deles era só para eles. Nunca recebi salários altos, mas sempre fiz contribuições em casa. A minha opção foi tentar dar um pouquinho de mimo para minha Mãe e meus Irmãos. Sabe aquelas coisas que a gente precisa, mas acha caro e não tem coragem de comprar? Ressalto que o caro aqui é algo de no máximo cem reais. São coisas do tipo: um sapato fechado e confortável para ir trabalhar em um dia de chuva; duas blusinhas para sair porque as que a gente tem já estavam surradinhas e eram usadas até para dormir; colocar um blecáute na janela porque o apartamento pega sol da tarde; um casaco com capuz porque Irmão Caçula não usa guarda-chuva (Hora de confessar: não sei a nova regra gramatical. Tem hífen ou não??)...

Pois é. Estes colegas não tinham este tipo de preocupação. Comecei a mudar o foco do pensamento para estes pequenos mimos que eu tive oportunidade de oferecê-los e o quanto isto me fazia bem. Foi então que percebi que as sobrancelhas franzidas no início do pensamento transformaram-se em um sorriso bobo e um par de olhinhos marejados.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Como vai funcionar?

A ambiguidade do título não é desproposital. Ora a invenção será do alguém, ora da memória. Assim, posso ficar tranquila em relação àquela parte de mim ou do outro que não quer ser revelada. Ao longo tempo, pude perceber como nossa memória nos engana. Às vezes, descubro que um fato que eu poderia jurar que tinha acontecido daquele jeitinho, é fruto da minha imaginação!

O único ouro que tenho é um cordãozinho, que era da minha Mãe e ela me deu de presente  há alguns (mais que dez) anos. Ela tinha ganhado o tal cordão quando fez 17 anos, e quando eu, sua única filhA, fiz 17, ela o repassou para mim, como uma joia da família. Pois bem. Era assim que eu achava. Mas não era verdade.

O cordão era dela sim, mas ela comprou quando tinha ultrapassado 30 anos, achou que o havia perdido, encontrou o dito cujo, e me mostrou. Fiquei TÃO encantada com a delicadeza do fio, que tempos depois, ela quis que ficasse comigo... Será que eu queria tanto assim ter uma tradição de joia de família, a ponto de inventar e acreditar piamente nesta história?

terça-feira, 15 de março de 2011

Acho que estou pronta...

Hoje conversei com uma amiga que me confidenciou que tem um blog, mas que não gostava que as pessoas conhecidas soubessem dele. Achei curioso, porque no seu perfil constam informações sobre ela. Se você fizer uma busca pelo nome - o verdadeiro, e não um nick qualquer, você a encontrará.

De qualquer maneira, senti-me lisonjeada por estar na lista das pessoas conhecidas que ela "permite" o acesso. Hoje também ela me adicionou no Facebook . Aquela velha história de você-quer-ser-minha-amiga-no-Face?, seguida de risadinhas... Então ela sugeriu que eu criasse um blog, para que fossemos "amigas de blog" também.

Eu confesso: há alguns anos, eu era bem antenada com coisas tecnológicas. Agora, não acompanho mais... Nem os jargões eu consigo reproduzir com segurança em uma conversa... Tenho conta no Orkut, no Facebook e no Twitter. O único que eu desembolava bem era o Orkut, mas depois que ele quis virar Face, não sei mais usar as ferramentas! Os outros, eu sei o básico também. Enfim, tomei coragem. Aqui estou.